19.6.11

Dessa vez, não dá pra culpar ninguém

Me diz, querido, o que é que eu faço com você?
Qual vai ser a utilidade de todos os cenários que eu imaginei?
Pra onde eu mando todos os meus sentimentos?
Aonde eu guardo todas coisas bonitas que eu recolhi pra você?
Se bem que... esqueça. Não é seu dever me ajudar com isso.
Até porque, não é culpa sua.
A culpa é desse tal de coração, imprevisível como só.
Fala, pode admitir: você tem vontade de gritar, não é? De sair por aí descontando no mundo inteiro, de bater em quem cruzar o seu caminho, de se acabar, de...
de sei lá.
sei lá.
é tudo muito complicado pra verbalizar.
Eu adoraria ser capaz de te ajudar inteiramente, de te compreender e, meu deus, como eu queria poder arrancar tudo isso de dentro de você.
Mas não dá, né? Não, não dá...
Nós somos duas almas desorientadas. Dois perdidos andando em círculos, tropeçando em sentimentos, dúvidas, vontades e deveres.