Resolvi que ia dar uma festa. Chamei todo mundo que julguei importante.
A extroversão entrou dando altas gargalhadas, junto com a sua prima, a Insegurança. Que até deu umas olhadelas pra um dos moços de lá, mas não teve coragem de ir falar.
A Ternura chegou delicada, e a Discrição praticamente nem se fez presente. Quietinha, ela.
A Timidez disse que vinha, mas acabou que não. E a Tristeza, aquela arroz de festa, foi a primeira a aparecer. Tá sempre lá.
Eis que a porta se abre e a música. Os irmãos Amor, Felicidade e Euforia estavam lá, sorrindo para todos. E a Fê trouxe a filhinha, Tranquilidade.
O Amor me olhou bem nos olhos e estendeu a mão. Me chamou pra fazer um ou dois passos de dança com ele. Não pude dizer não, ainda mais com a Felicidade me empurrando.
Só que, do nada, meu parceiro avistou outra pessoa. Foi aí que o Amor resolveu que ia me largar pra dançar com outra.
E agora, do meu lado, só sobraram as irmãs Lembranças e essa chata dessa Saudade que não desgruda.
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