6.11.10

Demolidor de sonhos

Preciso achar coisas novas para me segurar.
As coisas que sempre me deram consolo estão começando a se desfazer. Talvez seja pelo excesso de uso, pelo cansaço ou pelo desgaste do tempo mesmo.
As ruínas estão escorrendo por entre meus dedos, e não há nada que eu possa fazer, além de me despedir.
A rejeição, o esquecimento e o ato de fingir que eu não existo andam me machucando mais do que nunca.
A única saída que eu achei é uma armadilha disfarçada.
Como disse minha irmã, "Tá tudo caindo, não tenho pra onde fugir. Só me restou ficar aqui, parada, esperando o meu teto cair também."

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