29.1.12

Depois de ouvir uma declaração não muito agradável, fui para casa.
Escovei os dentes para tirar o gosto de ciúmes. Achei uma balinha, que logo coloquei na língua para adoçar as palavras.
É como eu sempre digo: não é fingir que está tudo bem. É saber que, apesar de tudo, está, realmente, tudo bem.
De alguma maneira, tudo o que ele dizia a fazia se sentir mal.
Depois, bem.
E aí, mal de novo.
Ela não entendia muito bem. Havia rumores de que ele era um mago.
Mas não era magia. Era só amor mesmo.

28.1.12

Se você quiser, posso ser sua assassina profissional.
Mato o que te vier na cabeça. Mato fome, sede, curiosidade, tempo e vontade.
Eu queria ter você na barra da minha saia, mesmo só usando short e calças...

2.1.12

Ela adorava escutar a conversa dos outros. Trocava qualquer papo furado por uma boa fofoca sobre gente desconhecida proveniente da mesa do lado no bar.
Arranjou um namorado, mas mesmo assim, saíam juntos e ela logo se perdia no mundo das outras pessoas, esquecendo-se do seu.
Um dia, surpreendeu-se ao ouvir a voz dele numa conversa íntima com uma outra mulher. Até pensou em falar alguma coisa, mas o assunto estava tão interessante...
Linda. Lindona. Uma deliciosa, essa vida. Mas a gente esquece de falar isso pra ela, daí a autoestima dela vai lá pra baixo. 
Não se esqueça de falar que a vida é linda. Ela é uma mulher como qualquer outra. E quando se sente linda, aí é que fica linda mesmo.
Era um casal que tinha tudo pra dar certo. No entanto, nunca haviam se beijado. Só iam ao cinema. E sempre davam o azar do filme ser interessante.